Você conhece o roteiro típico de calibração?

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Juliana Geremias

Juliana Geremias

Descobri a um pouco mais de 2 anos que metrologia não tem nada a ver com meteorologia, e se você atua na área já deve estar acostumado com essa confusão, não é mesmo?

Recentemente, lendo o livro “Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial”, aprendi um pouco mais sobre metrologia, mais precisamente sobre calibração. A partir disso, descobri que existe um roteiro típico de calibração, e é sobre ele que vou abordar hoje neste post. Bora conferir!

Primeiramente vamos à definição de calibração

A calibração pode ser definida como:

“O conjunto de operações que estabelecem, sob condições especificadas, a relação entre os valores indicados por um instrumento (calibrador) ou sistema de medição e os valores representados por uma medida materializada ou um material de referência, ou os correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões.”

Simplificando, a calibração é um processo de comparação entre um padrão e o instrumento a ser calibrado, e tem como objetivo conhecer os erros e as incertezas dos instrumentos de medição.

Em suma, no  final destes processos, com os resultados de calibração já apurados, é emitido um certificado de calibração.

Roteiro típico de calibração?

Para chegar à emissão do certificado temos um roteiro típico de calibração para seguir. A proposta desse roteiro é estruturada em 8 etapas que consistem nos elementos mais importantes a serem considerados em um procedimento de calibração.

Contudo, o processo de calibração deve ser executado com base em um procedimento documentado, em conformidade com normas brasileiras, no caso da ausência de uma NBR usar como base as normas ISO.

Então, esse roteiro deve ser entendido apenas como orientativo. Cada caso é um caso e deve-se analisar a conveniência em adotar modificar ou acrescentar outras recomendações.

As 8 etapas do Roteiro de calibração:

Lembre-se que é importante documentar todas as etapas da calibração, não somente os dados e resultados intermediários, mas também todo e qualquer evento relevante que ocorra durante o processo de calibração.

Etapa 1_ Definição dos objetivos da calibração

Nesta etapa você deve esclarecer os objetivos e destino as informações geradas na calibração. Ou seja:

  • Levantar dados para ajustes ou regulagens;
  • Determinar valores da correção para compensação dos erros sistemáticos;
  • Levantar dados para a verificação, orientando-se nas normas e orientações específicas do fabricante;
  • Avaliação completa do sistema a ser calibrado.

Etapa 2_Caracterização do Sistema de medição a calibrar

É importante fazer um estudo aprofundado do sistema de medição a ser calibrado, e este estudo deve anteceder a calibração.

Desse modo, você deve fazer:

  • Leitura de manuais, normas e afins;
  • Identificar as características metrológicas e operacionais esperadas;
  • Aprender a operar corretamente, ou seja, conhecer todas as recomendações do fabricante.

Etapa 3_ Seleção do padrão

Seja um sistema de medição-padrão ou um conjunto de medidas materializadas, você deve sempre se basear nos dados levantados na etapa anterior, considerando os seguintes requisitos:

  • A incerteza de medição associada ao padrão nas condições de calibração não deve ser superior a um décimo da incerteza de medição esperada para um sistema de medição a ser calibrado;
  • O intervalo de medição do sistema-padrão ou do conjunto de medidas materializadas deve estar dentro do intervalo de medição do sistema de medição a ser calibrado.

Etapa 4_Planejamento e preparação do experimento

Como qualquer outro trabalho, este dever ter um planejamento cuidadoso feito antecipadamente. Lembre-se que o tempo investido em planejamento é recuperado com lucro quando não há retrabalho.

  • Entre os itens mais importantes a serem considerados no planejamento estão;
  • Especificar o aparato experimental a ser montado, os instrumentos auxiliares a serem envolvidos e as condições ambientais. Bem como definir o passo a passo a ser seguido;
  • Preparar planilhas de coleta de dados destinadas a facilitar a tomada dos dados, reduzindo a probabilidade de erros e esquecimentos na busca de informações;
  • Montar o experimento, atividade que dever ser efetuada com conhecimento técnico de forma minuciosa.

Etapa 5_ Execução da calibração

O planejamento da calibração, definido na etapa anterior, deve ser seguido e os dados coletados devem ser registrados nas planilhas ou software específico.

  • Não se esqueça de verificar e registrar as condições de ensaio (ambientais, operacionais entre outros);
  • Toda e qualquer anomalia constatada na execução deve ser registrada em um memorial de calibração, com identificação cronológica do desenrolar do experimento.

Etapa 6_ Processamento e documentação

Registrar e explicitar todos os cálculos realizados durante o experimento no memorial de calibração. Enfim, registre tudo de forma clara e organizada. Considere o uso de gráficos e tabelas para melhorar a visualização dos resultados.

Etapa 7_ Análise dos resultados

Nesta etapa, o uso de gráficos e tabelas já processadas facilita a comparação com as especificações do fabricante, usuário e normas, facilitando o parecer final do processo de calibração realizado. Portanto, considere o uso de gráfico e tabelas..rs

Etapa 8_ Última etapa do Roteiro, o Certificado de calibração

O certificado nada mais é do que um relatório resumido, contendo as informações mais relevantes e principais resultados sobre a calibração executada.

A norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 – Requisitos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração, prevê que os resultados das calibrações devem ser registrados com detalhes suficientes para permitir a rastreabilidade de toda e qualquer medição sob condições semelhantes às originais.

E para atingir essa recomendação no certificado devem constar as seguintes informações:

  • Descrição e identificação individual do SM a calibrar;
  •  Data da calibração;
  • Resultados de calibrações obtidos após e, quando relevante, os obtidos antes dos ajustes efetuados;
  • Identificação dos procedimentos de calibração utilizados;
  • Identificação do padrão utilizado, com data e entidade executora da sua calibração, bem como sua incerteza de medição;
  • As condições ambientais relevantes e orientações expressas sobre quaisquer correções necessárias ao SM a calibrar
  • Declaração das incertezas envolvidas na calibração e seus efeitos cumulativos;
  • Descrição de quaisquer manutenções, ajustes, regulagens, reparos e modificações realizadas;
  • Qualquer limitação de uso
  •  Identificação e assinatura das pessoas envolvidas no processo de calibração inclusive o gerente técnico do laboratório;
  • Identificação individual do certificado, com número de série ou equivalente.

A calibração te ajuda a promover a Qualidade

A calibração de instrumentos de medição ajuda a garantir a confiabilidade dos resultados de medições. Além disso, comprova se as medidas realizadas nos processos estão corretas e podem ser utilizadas.

Além de manter o nível de desempenho das máquinas a calibração também auxilia nos requisitos de qualidade, deixando os dispositivos sempre em constante disponibilidade.

Sem dúvidas, existem diversas ferramentas e acessórios disponíveis para executar um serviço de calibração. Então, para facilitar sua vida te indico o Metroex, garanto que ele te entregará muito mais do que apenas a execução de todas essas etapas.

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Referência

Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial; ALBERTAZZI, Armando; SOUZA, André R de Souza; 2ª edição – Barueri/SP; Editora Manole – 2018

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